Cespe: saiba como domar a banca examinadora do TCU

Cespe: saiba como domar a banca examinadora do TCU

 

A banca examinadora é a entidade responsável por elaborar e avaliar todas as etapas de um concurso público, sejam elas provas, testes físicos ou qualquer tipo de processo. No Brasil, existem diversas bancas examinadoras e cada uma delas possui um “estilo”, ou seja, uma forma específica de avaliar o candidato. Conhecer a banca de um concurso é destrinchar a maneira como os examinadores pensam. Esse exercício aumenta muito a produtividade e chance de aprovação do candidato. O concurso do Tribunal de Contas da União tem como banca examinadora o Centro de Seleção e Promoção de Eventos (CESPE/UnB), há mais de uma década. Por isso, é muito improvável que o novo concurso tenha uma banca diferente.

 

O “bicho papão” das bancas examinadoras

O Cespe é atualmente uma das maiores bancas examinadoras de todo o país, principalmente pelo nível de exigência cobrado nas provas. Por isso mesmo, essa banca é temida por muitos concurseiros, como se fosse um “bicho papão”. A Enaud acredita que, na verdade, não há motivo para ter medo de prestar uma prova do Cespe. Se o candidato estiver bem preparado, não há nível de exigência que o faça reprovar. Como foi dito antes, conhecer o estilo da banca é essencial para estar preparado. E a melhor forma de conseguir isso é bem simples: fazendo as provas antigas.

Ao realizar as provas de concursos antigos, o candidato pratica as questões e se acostuma com o estilo de avaliação, além de automaticamente adquirir conhecimento sobre os conteúdos cobrados. As provas de concursos anteriores do TCU estão disponíveis para download ao público no próprio site do Cespe. Nesta página, também estão acessíveis os gabaritos, por meio dos quais o candidato pode conferir suas próprias respostas. A conferência é importante para se ter uma noção do rendimento e em que tipo de conteúdo o candidato deve melhorar.

 

Etapas de avaliação do Cespe

 

Agora você já sabe que cada banca examinadora possui uma maneira diferente de avaliar o candidato, certo? O Cespe possui um estilo bem característico: as avaliações ocorrem por meio de provas discursivas e objetivas. Provas discursivas são aquelas que julgam a escrita, gramática e raciocínio do candidato por meio de uma redação. Já as objetivas são constituídas de questões que devem ser julgadas como certas ou erradas pelo concurseiro.  

No caso do concurso para o TCU, são realizadas duas provas de cada tipo, ou seja, quatro no total. Duas delas testam os conhecimentos gerais do candidato e duas avaliam os conhecimentos específicos. Os conteúdos a serem cobrados em cada prova (por exemplo, direito constitucional) são divulgados no edital do concurso, com exceção das redações. O edital do concurso mais recente também pode ser acessado no site do Cespe.

Como você já sabe, não há motivo para morrer de medo de prestar um concurso cuja prova foi elaborada pelo Cespe. Mas é importante estar atento a algumas peculiaridades da banca, ou, como alguns preferem dizer, às “pegadinhas”. As pegadinhas, na verdade, correspondem ao método da banca.

Faz parte do método de avaliação do Cespe anular uma resposta correta a cada errada. Ou seja, se você errar uma questão, um acerto seu perderá validade. Isso pode ser muito prejudicial à nota do candidato, que pode acabar caindo pela metade. Então a dica é fazer a prova com atenção redobrada. Além disso, é importante reforçar que “chutes” não costumam ser favoráveis nesse tipo de prova: se você não sabe a resposta da questão, é melhor deixar em branco mesmo!

 

Mais simples do que parece

 

O Cespe é, sim, uma das bancas examinadoras mais exigentes do país. Mas já parou para pensar que muita gente reprovou em concursos preparados por eles por nervosismo e pela crença de que as questões são difíceis demais? Se o seu objetivo é a aprovação, confiança, tranquilidade e foco são essenciais.

As questões desenvolvidas pelo Cespe são famosas pelos termos de cunho intelectual e difícil compreensão: orações invertidas e palavras rebuscadas são muito comuns! Isso tudo acaba por fazer com que a questão pareça muito mais complexa do que é de fato. Por isso, treine bem a sua compreensão textual e o seu vocabulário. E examine a questão por partes: início, meio e fim. Avalie se as três partes estão condizentes e corretas. Às vezes, o erro está em uma pequena palavra no meio do enunciado.

 

Redação: a inimiga dos candidatos

 

Além da prova objetiva, em que o candidato julga enunciados como certos ou errados, há ainda a prova discursiva. Composta pela redação, a prova discursiva é o maior medo de muitos candidatos, pois possui um grande peso na aprovação e classificação. O que dificulta o sucesso na redação é a imprevisibilidade do tema a ser cobrado. Não há como saber de antemão qual será a abordagem da questão.

Por isso, a dica para a redação é ficar atento a notícias e atualidades sobre política, sociedade, economia e tecnologia a nível estadual, nacional e até mundial. E, claro, sempre se manter atualizado sobre o universo do Tribunal de Contas da União. Isso a Enaud te ajuda a fazer com nossos artigos e vídeos semanais, que te contam novidades e curiosidades sobre o TCU. Então não deixe de acompanhar e compartilhar nossos conteúdos nas redes sociais! Deixe também suas sugestões nos comentários. Até a próxima! (;

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Bruna Maury

Analista de conteúdo na Escola Nacional dos Auditores do TCU e União dos Auditores Federais de Controle Externo (AUDITAR).

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